Acabámos de falar ao telefone. Já não sei há quanto tempo não o fazíamos. Há uns meses. É demasiado. Mas só me dou realmente conta disso quando oiço a tua voz sossegada do outro lado da linha. Eu agitada como tantas vezes, a tropeçar nas palavras, a querer dizer tudo o que não digo por não te ligar mais e tu em paz a responderes calmamente ao apelo 'está aí alguém?', por estares sempre aí. Não precisas desta sofreguidão para me dizeres 'estou aqui, joaninha' enquanto eu faltosa a querer dizer 'eu sei que não parece mas também continuo por aqui'. Sempre. E é por isto que é bom ser tua amiga!
Um brinde a ti e à tua próxima passagem por Lisboa, à barba que já trarás por fazer [Deus seja louvado ;)] e ao abraço que vamos dar.
Parabéns!
O faltoso sou eu, eu é que nao estou sempre ai. Talvez a minha calma tenha muito de sentimento de culpa. Nao te preocupes que tens muitas noites em conversas de tapete pela frente em que teras a tua chance para seres a calma e apaziguadora. Eu levo a barba e a guitarra ;)
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